10/11/2009

Correio!


Recebi no sábado um pacote bacana da editora Ciranda Cultural. Eu fiz todas as 245 ilustrações (!!) dessa Bíblia para crianças com tinta acrílica, em 2004. Já a coleção de oito livros bíblicos eu comecei a fazer no ano passado e terminei em janeiro deste ano. Ambas foram terminadas apenas no mês passado pela editora e lançadas na última bienal.
A Ciranda Cultural costuma fazer esses pacotões com livrinhos, CD e outros brindes. Quando estavam pra lançar a coleção, pediram-me pra fazer também a embalagem, mas eu estava às voltas com aqueles problemas nos olhos e passaram a bola para o Index Art & Studio, que acabou fazendo também as capas de cada livro. Não deram crédito ao ilustrador que fez as imagens :-P

06/10/2009

Maus Pensamentos 3



Finalizei a ilustração cujo sketch postei aqui em abril. Pois é, demorou.

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08/09/2009

Ilustração

Eu não coloco postagem nova por aqui há mais de dois meses e isso não se faz, eu sei. Meus olhos voltaram a apresentar problemas no pior momento possível, durante a execução das ilustrações para um novo livro. Assim, meus parcos momentos diante do monitor foram gastos trabalhando no livro. Agora que minha saúde melhorou e eu terminei o livro, posso voltar a postar no blog.
Desde o início do ano venho me dedicando a reproduzir digitalmente o que costumo fazer com tinta e, depois de muito rabiscar, consegui chegar perto em termos de resultado. Como o livro ainda não saiu, não posso colocar aqui nenhuma de suas imagens, mas posso adiantar que fiquei contente com o resultado.
E posso também colocar um detalhezinho de uma das ilustrações...

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23/06/2009

Sketchbook



Esboço de uma das ilustrações do livro em que estou trabalhando no momento. Esta não vai entrar no livro, pois a editora sugeriu uma outra abordagem que, sou obrigado a reconhecer, ficou melhor.

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A Linguagem dos Quadrinhos e a Internet


Quem lê este blog sabe que de vez em quando coloco uma ou outra postagem a respeito da linguagem dos quadrinhos e sua adaptação à Internet. Pois é, hoje caiu no meu colo um link interessante a respeito do assunto e eu gostaria de dividir com vocês:
O link está aqui e é de um cara que discute a linguagem com muita propriedade, inteligência e humor. O cara ainda faz isso da melhor forma possível, ou seja, dentro de uma história em quadrinhos. O negócio é tão bom que serve como um tutorial para aqueles que querem publicar quadrinhos na web.

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Como vai a relação entre cliente e ilustrador?

Eu nem ia atualizar o blog nesta semana, mas meu leitor de feeds pescou esse vídeo sensacional e eu tinha que colocar aqui o link. Ele foi feito pela Scofield Editorial e, embora eu não saiba a qual mercado ele é dirigido, retrata bem a relação entre ilustradores e clientes no Brasil. Já li postagens com esse vídeo em blogs de três ilustradores e parece que quem primeiro levantou a lebre foi o ótimo Piores Briefings do Mundo. Não sei quem foi a boa alma que colocou legendas em português.
Para minha surpresa, o vídeo também foi notícia no portal Little Chimp Society, voltado para ilustradores, e o comentário no post é de que a coisa lá fora também vai pelo mesmo caminho. O mais engraçado no vídeo são os argumentos que os clientes dão para pagar menos: É a mesmíssima coisa tanto lá como aqui. Será que existe uma cartilha secretamente distribuída entre os maus pagadores e corporações sovinas?

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16/06/2009

Ilustração - Guitar Bizarre vol. 1 - a missão

Meu amigo e guitarrista João Erbetta vai fazer uma nova prensagem de seu primeiro disco-solo e me pediu para adaptar a capa (feita por mim, em 2004) para um novo formato. Como a nova embalagem vai abolir a caixinha plástica, todas as informações que eu distribuí em quatro peças deveriam ser condensadas em apenas duas. Até aí, tudo bem, nada que não pudesse ser feito com certa rapidez. Quando eu estava começando a mexer no arquivo, porém, aconteceu o que sempre acontece: comecei a encontrar defeito em alguns detalhes. Não eram bem defeitos, mas, sabe quando a gente começa a se perguntar "será que isso não ficaria melhor de outro jeito"?
Aí o que era para ser resolvido em poucas horas virou um remake completo. Abri o Illustrator e refiz toda a capa, mudando coisinhas aqui e ali, tentando não desfigurar demais o trabalho original. A mudança mais significativa foi a abolição do branco, o que reduziu o contraste e deixou a imagem mais na onda da capa do volume 2.

A imagem original:


A nova versão:

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02/06/2009

Ilustração - Mais maus pensamentos

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Quanto você gasta em auto-promoção?

Charles Hively, editor e designer da revista 3×3, The Magazine of Contemporary Illustration, foi entrevistado no dia 17 de maio pelo portal de notícias sobre ilustração The Little Chimp Society. Numa parte da entrevista, Hively faz uma comparação entre fotógrafos e ilustradores que levanta uma questão importante: quanto os ilustradores gastam em auto-promoção. Olha só:

Illustrators are so far behind photographers in how they promote, what they promote and how much they budget for promotion. In our international survey of over 200 leading illustrators, the average annual promotion budget was $500—that’s the norm. Compare that to photographers who spend thousands of dollars each and every year. As an ad agency art director I would always get three photographer’s mailings to a single illustrator’s. And that’s still the case. There is no excuse not to be promoting, not to enter shows, not to rely on more than one mailing a year and to rely only on postcards. When you look at the stats the illustrators who were spending thousands—the top was $5000—they were the well-known illustrators who are constantly busy. Illustrators who don’t have a consistent marketing plan will be left behind. Schools don’t teach it and for the most part illustrators are more interested in doing the work than promotion. Our section in 3×3, CareerTalk, speaks to a lot of issues illustrators face and I take every opportunity I can to communicate how important promotion is. A general rule you should be spending no less than 2% of your annual income on promotion, if you’re trying to make a name for yourself you spend 10-20%.

Leia a entrevista completa aqui.

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O Contínuo nº 7

“Marina Contra Todos” é o nome da história que une as outras histórias desta sétima edição dO Contínuo, cujo roteiro é dividido entre Carlos Lemos, Dalton Correa Soares e Pedro Felicio. Basicamente, Marina foge de casa e desperta a fúria de toda a população da cidade de São Paulo. O motivo da fuga e da fúria não são objetivamente mencionados, e nem precisa, pois a história é uma grande alegoria (se bem que o documento de identidade queimado e o retrato conformista que os autores fazem da família da personagem e da população dão pistas ao leitor dos porquês). Aliás, subtexto aqui é o que não falta. Cada personagem apresentado é um pretexto para uma reflexão ou crítica social direta, com destaque para o mendigo Tião, que se comporta no meio da rua (a "casa" dele) como nos comportamos na intimidade de nossas casas.
Os bons desenhos de Alcimar Frazão, Juarez Ricci e Júlia Bax estão à altura do roteiro e o conjunto faz desta uma ótima revista para quem gosta de quadrinhos alternativos.
O Contínuo nº 7 tem 44 páginas, capa colorida e miolo em preto e branco. Saiu em dezembro de 2008, mas ainda pode ser encontrado em alguns pontos de venda. Veja no site da publicação a seção "onde comprar". Custa R$5,00.

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26/05/2009

Ilustrador - Aaron Jasinski

Jasinski é um ilustrador que chama a minha atenção por seus temas recorrentes (robôs, astronautas, músicos) e seu estilo repleto de alegorias bacanas. Além do estilo marcante do desenho, gosto da forma como ele usa muitas camadas de cor para compor os planos e das composições em que ele junta um monte de gente. Em seu blog, além das ilustrações, dá pra ouvir as músicas que Jasinski compõe. Confira também seu antigo site-portfolio em flash.

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Pieces - Mario Cau

Mario Cau é um velho conhecido por quem acompanha publicações do coletivo Quarto Mundo e quadrinhos independentes em geral. Pieces é uma revista editada pelo próprio quadrinista e a primeira a conter exclusivamente trabalhos seus, inspirados, segundo ele próprio, em HQs como Estranhos no Paraíso, Fun Home, Blankets, Local e 10 Pãezinhos. Por aí já dá pra sentir a tônica das histórias: personagens extraídos do cotidiano e situações com ênfase no relacionamento amoroso. Com roteiros bem resolvidos, Cau trata especialmente da dificuldade em se estabelecer a ponte entre o desejo e seu objeto, o que torna as oito HQs curtas de Pieces um tanto melancólicas.
O que me chamou bastante a atenção foi a evolução dos desenhos de uma HQ para outra. As Hqs mais recentes mostram um artista mais maduro, com destaque para a composição dos quadros de "De Passagem".
Pieces tem 36 páginas em preto e branco, capa colorida, formato 14,6 x 21 cm e custa R$ 5,00. A revista pode ser encontrada nos pontos de venda atendidos pelo Quarto Mundo ou pode ser encomendada através do e-mail mariocau@gmail.com. Finalmente, você pode saber mais sobre o trabalho do Mario em seu blog.

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Previews - Darwyn Cooke e Peter Bagge

A editora americana IDW lança neste mês uma adaptação do romance policial The Hunter, de Richard Stark, feita pelo quadrinista Darwyn Cooke. A editora disponibilizou um preview de 21 páginas com a primeira parte da história. A arte belíssima é toda em duas cores (oba) e a narrativa visual é sensacional. Cooke é mais conhecido no Brasil pelas edições do Spirit que saem pela Panini. Seu traço, aliás, lembra muito o de Will Eisner, mas com boas doses daquele estilo "animated" que eu tanto gosto.

Outro preview bacana é o de Everybody Is Stupid Except for Me and Other Astute Observation, do cartunista Peter Bagge, que pode ser baixado gratuitamente pelo site da editora Fantagraphics. O álbum é uma coletânea dos quadrinhos opinativos que Bagge faz para a revista Reason e o preview de 12 páginas traz o capítulo Stupid War. Conheci o trabalho de Bagge no início dos anos 90, através da revista Hate. Sua forma de narrar histórias de gente comum e tecer opiniões sobre a geração do momento mudou minha forma de ler e fazer quadrinhos.

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12/05/2009

Ilustração - Maus pensamentos


A versão final da ilustração que postei na semana passada. Tem mais duas desta série a caminho.

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Ilustrador - Mark Smith

Visualmente falando, as imagens de Mark Smith são bastante atraentes, especialmente para quem, como eu, gosta do uso de poucas cores e da aparência de serigrafia que ele imprime a suas ilustrações. Mas o melhor de Smith é a forma criativa como ele interpreta os temas. A imagem ao lado, violent marriage, é um ótimo exemplo do que eu estou falando. Você pode conferir mais abordagens criativas de Mark Smith em seu portfolio, no site Altpick.

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Mail me art - 2ª edição

Mail Me Art é um projeto muito bacana do ilustrador inglês Darren Di Lieto, fundador e co-editor do portal de notícias sobre ilustração The Little Chimp Society. Ilustradores do mundo inteiro utilizam envelopes e embalagens como suporte para suas ilustrações e os enviam para o Darren, que, depois de alguns meses, coleta tudo num livro e realiza uma exposição em Londres. Não há limite para o tamanho ou o tipo de suporte utilizado e pessoas de todos os países e idades podem participar.
O projeto já está na segunda edição e deve rolar durante os próximos seis ou oito meses, até que o britânico reúna material suficiente. A cada mês, um dos trabalhos enviados ganha um exemplar autografado do livro Mail Me Art: Going Postal with the World’s Best Illustrators and Designers, que coleciona os trabalhos da primeira edição.
Para maiores informações, faça uma visita ao website do projeto.

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Ilustrar nº 10

A revista Ilustrar chega à 10ª edição com um conteúdo de primeira, com destaque para a ótima matéria com o ilustrador curitibano radicado em Londres Clayton Junior. Olha só que bacana o que ele fala a respeito das tendências do mercado:
Seguir tendências é coisa pra anunciante, pra investidor, que têm medo de confiar no próprio taco e acabar perdendo dinheiro. O artista tem que ser o outro lado da moeda: não seguir tendência, e, sim, confiar no próprio gosto. Arte tem que ser causa, não consequência.
A Ilustrar traz ainda uma entrevista com o ilustrador mexicano Sergio Martinez (o autor da capa), o sketchbook de André Toma, a seção Memória com Miécio Caffé, um Passo-a-Passo bacana com Eduardo Schaal, 15 Perguntas para o sensacional e bem-humorado Negreiros e a seção Curtas com dicas de blogs, entre eles este meu Aparelho, o que me causou um contentamento sem tamanho.
Finalmente, a Ilustrar traz uma novidade imperdível: um concurso para a próxima capa da revista, cujo prêmio é na menos do que uma Tablet Wacom Intuos 4. Um detalhe importante é que o editor Ricardo Antunes fez questão de frisar que os direitos da imagem vencedora permanecem com seu autor, ao contrário do que acontece em 99% desse tipo de concurso, em que a instituição que organiza o concurso adquire direitos perpétuos de uso da imagem. Embora seja prática comum, este tipo de apropriação vem sendo cada vez mais combatido pelos ilustradores.

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05/05/2009

Ilustração - Mais maus pensamentos


Ainda trabalhando nas idéias com esse tema. Apenas vetorizei um esboço no Illustrator. Semana que vem coloco aqui a imagem finalizada.

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Ilustrador - Carlos Araújo

Eu havia conhecido o trabalho do Carlos através da Computer Arts e de cara me impressionei com o uso habilidoso de sua paleta de cores limitada. Recentemente ele foi escolhido para figurar na publicação Luerzer's Archive Special 200 Best Illustrators Worldwide 2009 - 2010 e só posso dizer que o cara merece. Uma visita ao seu website prova que não estou falando bobagem.

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Livros do mundo todo ilustrados para crianças

A intenção da International Children's Digital Library Foundation é "ajudar as crianças do mundo todo a se tornarem membros da comunidade global - demonstrando tolerancia e respeito por culturas, linguagens e ideias diversas - disponibilizando online gratuitamente o melhor da literatura infantil". Os livros podem ser encontrados segundo seu país de origem, liguagem, faixa etária do público e outras classificações e apresentam muita variedade, inclusive livros mais antigos, como um Alice in Wonderland de 1906, por exemplo. Bacana, claro, mas para nós, ilustradores, bom é poder ver imagens feitas por profissionais do mundo todo a dois toques no teclado. Tem muita coisa boa no site.
http://en.childrenslibrary.org

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Papel Brasil # 1 & 2

A matéria com o Walter Vasconcelos publicada na Ilustrar nº 9 me motivou a finalmente procurar pela Papel Brasil nº 2 na Internet. Eu só tinha a nº 1 e há muito havia desistido de encontrar a outra em livrarias, pois a tiragem pequena se esgotou rapidamente e quem tem um exemplar não vende e não empresta (não peçam os meus, já vou avisando).
Vasconcelos, Lula Palomanes, Cavalcante e Cruz fazem parte de uma turma de cariocas inspirados pelos geniais Loredano e Trimano (este último o pai de todos) que distorce o traço sem perder a ternura jamais. Juntos, lançaram esta revista/livro de arte que se tornou referência para ilustradores que prezam a liberdade de criação e procuram uma linguagem pessoal.
A ideia inicial era trazer em cada edição "um tema de capa ligado a um caráter da ilustração presente na vida cotidiana", mas é só folhear a publicação pra esse negócio de tema cair por terra: apenas cinco páginas da primeira edição e três da segunda fazem menção aos temas escolhidos, respectivamente tatuagem e desenho popular.
Mas tudo bem, o bom da revista são os desenhos dos autores, cada qual com 26 páginas à disposição. A nº 1 traz ainda os trabalhos de dois ilustradores que vão pelo mesmo caminho que os donos da casa, os gaúchos Fábio Zimbres e Jaca, e a nº 2 dá espaço ao mestre Trimano (não falei?) e Henrik Drescher.Quando comecei a escrever esta resenha, até esbocei uns comentários descritivos sobre cada autor, mas é claro isso seria burrice da minha parte: traduzir imagens como as que estão na revista com meras palavras só reduziria seu impacto. Sendo assim, coloco aqui algumas delas e recomendo que você vá atrás das duas Papel Brasil. Ao contrário do que eu pensava, ainda é possível encontrar uns poucos exemplares das duas edições em livrarias que aceitam encomendas pela Internet e entregam em todo o Brasil, mas eu encontrei o meu exemplar da nº 2 em um sebo e quero aproveitar para dar esta boa dica: o site Estante Virtual reúne os catálogos de sebos do Brasil inteiro e tem um sistema de busca rápido e inteligente, dando inclusive informações sobre o estado de conservação dos livros. Muitos sebos aceitam pagamento digital e os preços variam bastante.


Walter Vasconcelos:




Lula Palomanes:




Cruz:




Cavalcante:

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21/04/2009

Ilustração




Vou usar esse cara em uma ilustração que ainda está em gestação. Enquanto ela não fica pronta, aproveitei dois esboços para experimentar texturas e essas folhas bacanas de livros velhos.

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Ilustrador - Walter Vasoncelos

Vasconcelos, juntamente com Cavalcante e Lula, faz parte de um grupo de ilustradores influenciados pelo genial Loredano, curiosamente todos cariocas, e pode ser considerado um "ilustrador que faz design como um artista plástico". Embora ele diga que muitos dos elementos em suas imagens têm apenas função estética, decorativa, suas ilustrações possuem muitas camadas de interpretação e podem ser consideradas "difíceis" para alguns. Eu prefiro considerá-las maravilhosamente belas e inspiradoras. O cara é sensacional, nada menos do que isso, tendo chegado a uma linguagem completamente pessoal digna dos grandes artistas. Seu website ainda não estava pronto ao tempo desta postagem, mas você pode babar vendo as imagens desse grande ilustrador aqui.

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Ilustrar nº 9

Eu queria ter postado esta resenha sobre a Ilustrar nº 9 logo que ela saiu, em 1º de março, mas eu estava em meio a uma tempestade pessoal e meu barquinho precisava de toda a minha atenção. Mas vamos lá:
A Ilustrar, você já sabe, é a melhor publicação nacional sobre ilustração e esta edição está boa como sempre. Não bastasse a ótima qualidade de texto, a revista é um verdadeiro doce para os olhos.
O destaque e capa da edição é Walter Vasconcelos, sobre o qual já falei no post aí em cima. A matéria traz muitas imagens de cair o queixo, além de uma entrevista que revela um artista maduro e humilde. As outras preciosidades são a história (que daria um filme bacana) do mestre Massao Okinaka e a milenar técnica japonesa do Sumi-ê, o sketchbook de Sabrina Eras, uma entrevista do polêmico (e excelente) cartunista português António Moreira Antunes, Montalvo Machado falando sobre o Sketchcrawl e sketchbooks e, finalmente, um passo a passo de uma ilustração feita no Painter pelo grande Hiro, que revela em detalhes e com o bom humor de sempre como consegue os efeitos realistas de aquarela em suas ilustrações.

Ilustrar nº 9 - download

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14/04/2009

Sketchbook

Meu problema nos olhos finalmente se foi. Obrigado a todo mundo que telefonou ou mandou mensagens de apoio e boas vibrações nesses meses difíceis. Vocês são ótimos. Bom, vamos olhar pras coisas boas, agora: É muito bom voltar à prancheta e estou com vários projetos na cabeça ou encaminhados no momento.



Estes dois desenhos são esboços de uma história que eu estou fazendo, cujo nome provisório é Herói de Patente. Estou tentando algo novo pra mim, desenhando de forma mais solta, e não sei direito qual resultado vou obter (na verdade, eu nunca sei).


Já este aqui saiu do meu sketchbook. O tema, que atualmente me interessa bastante, é "maus pensamentos". Ainda estou trabalhando na iconografia desse tema, então outras imagens relacionadas a isso devem surgir em breve.

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Ilustrador - Michael Cho

Michael Cho é meu ilustrador favorito de todos os tempos nesta semana. Este canadense de Toronto tem um traço lembra de leve um Daniel Clowes menos caricatural, o que o coloca no confortável terreno entre o alternativo e o mainstream. Gosto principalmente das ilustrações em duas cores que ele faz, usando a segunda cor como plano ou como linha conforme a situação. Em seu Blog, Cho mantém os visitantes a par de seus últimos projetos e frequentemente coloca exemplos de seus rascunhos juntamente com a ilustração finalizada. A série Toronto Back Alleys é muito bacana, apresentando um estilo mais realista, mas com seu jeito esperto de usar duas cores. Veja também seu portfolio online e o webcomic Papercut.

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Dave Roman - Como construir uma carreira como Ilustrador

Encontrei este guia feito pelo Dave Roman há algum tempo e recentemente voltei a ele porque precisava de algo para orientar um amigo que quer entrar no mercado.
O texto está em inglês e leva em consideração principalmente o mercado norte-americano, mas a maior parte dos tópicos se encaixa no mercado de ilustração de qualquer parte do mundo. Dave fala com muita propriedade sobre o que incluir no portfolio, como se promover e da necessidade de dominar mídias digitais, além de outras coisas que geralmente não passam pela cabeça do iniciante.
Dave Roman trabalha como Editor Associado na Nickelodeon Magazine, é um autor premiado de quadrinhos para crianças e voltados para todas as idades e recentemente vendeu os direitos da história Agnes Quill - An Antology of Mystery para a Paramont. Seu trabalho pode ser visto nos webcomics Astronaut Elementary e Teen Boat (sobre um adolescente que se transforma num... barco - bem original) e nas páginas de Jax Epoch and the Quicken Forbiden disponíveis online.

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17/02/2009

Ilustração


Ainda estou tratando os problemas nos meus olhos, que agora estão com um embaçamento progressivo chamado ceratite. O problema é sério, mas felizmente o médico encontrou o tratamento adequado e ela já está regredindo. Em meio à busca pelo tratamento, porém, descobri que sou alérgico a alguns componentes comuns em remédios oftálmicos, ou seja, cada vez que eu tentava um tratamento novo, meus olhos respondiam com uma nova conjuntivite e eu tinha que evitar a luz como um vampiro. Seis tipos de colírio, duas pomadas, três Oftalmologistas, duas inflamações em partes diferentes do globo ocular, quatro conjuntivites e agora a ceratite em menos de dois meses é uma marca que qualquer hipocondríaco gostaria de bater, mas eu não. Só quero ver isso tudo acabar e ver minha vida voltar ao normal.
Entre uma conjuntivite e outra, aproveitei o espaço de alguns dias para terminar o último livro da coleção bíblica para crianças que estava fazendo, O Dilúvio. Esta ilustração com os bichos entrando na arca tomou um bocado do meu escasso tempo de exposição ao monitor. A escolha de quais espécies eu incluiria na imagem obedeceu a critérios de tamanho e cor, principalmente, mas eu não pude resistir à idéia de colocar dois tamanduás no meio deles. Procurei entre minhas referências e na web e não encontrei nenhuma ilustração sobre o tema que tivesse tamanduás. A minha tem :-D

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Ilustrador - Renato Alarcão

Designer Gráfico com mestrado em ilustração, Alarcão é um cara bastante atuante no meio: é um dos fundadores da SIB - Sociedade dos Ilustradores do Brasil e ministra cursos e workshops em seu ateliê e em várias cidades do país. Premiado no Brasil e no exterior, Renato Alarcão é um caso sério de grande talento aliado a sucesso em sua área de atuação. Confira as imagens de tirar o fôlego de website.

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Resenha - Overdose - Eduardo Medeiros, Mateus Santolouco e Rafael Albuquerque

Overdose (32 págs., R$5,00) é a segunda parte da trilogia sexo, drogas e rock and roll iniciada por Power Trio no final de 2008. Publicada pelo trio de autores que forma o Mondo Urbano, Overdose continua a história em torno do astro do rock Van Hudson e sua guitarra diabólica. A arte, dividida entre os três autores, segue o ótimo nível de Power Trio. Partes da trama iniciada no primeiro volume ganham mais sentido nesta edição, ao mesmo tempo em que outros elementos e personagens são adicionados e a tornam mais complexa. O roteiro, bem acima da média em termos de qualquer HQ, está realmente interessante e deixa no leitor a curiosidade quanto ao que está por vir na edição que fecha a trilogia.

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Quadrinhos - Custódio e o projeto sobre Anita Garibaldi

Custódio é um cartunista gente boa que resolveu peitar um projeto de fôlego: quadrinizar a vida de Anita Garibaldi. O álbum deve ser completado, segundo as expectativas do autor, em oito meses. Enquanto isso não acontece, Custódio publicará em um blog cada estágio do processo de criação, uma boa oportunidade para quadrinistas que queiram fazer biografias históricas similares aprenderem o caminho das pedras. A quadrinização de literatura brasileira e eventos históricos, aliás, é um filão que tem sido bastante explorado pelas editoras nacionais, já que a possibilidade de que estes livros sejam adotados pelas escolas públicas é garantia de lucros polpudos.

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Communication Arts - Illustration Competition

Está meio em cima da hora, mas não custa avisar: O prazo de inscrição para a seleção de material que irá integrar o excelente anuário norte-americano Communication Arts se encerra em 06 de março. Confira as especificações aqui.

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03/02/2009

Ilustração

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Ilustrador: Shepard Fairey

Em 1989, enquanto ainda estava na faculdade, Shepard Fairey criou um sticker com a figura de um lutador e os dizeres "André the Giant Has a Posse", como um estudo do conceito de fenomenologia criado por Heidegger. O sticker logo começou a aparecer por toda a cidade e mais tarde se tornou a campanha "Obey Giant", que correu o mundo e tornou o artista incrivelmente conhecido (mais tarde, o lutador Andre the Giant processou o artista pelo uso não autorizado de sua imagem). As criações de Shepard Fairey são uma mistura de arte russa do período comunista e pop art e, quando aliadas a uma mensagem forte, atestam o poder da imagem como meio de comunicação. É claro que a arte do cara não pode ser resumida a apenas isso, ou ele seria apenas um bom designer. Fairey vai além. Suas imagens, além de muito bonitas, podem ensinar muita gente o significado da palavra conceito em arte.
Você pode ler mais sobre o artista na Wikipedia, inclusive detalhes sobre sua participação na recente campanha de Barack Obama. Dê também uma olhada em seu website para conferir as imagens que ele faz e os itens bacanas que ele tem pra vender (convém pedir para alguém esconder seu cartão de crédito antes).

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Obamicon.Me!

A capacidade do norte-americano de capitalizar em cima de fenômenos artístico-culturais não cansa de me impressionar. A imagem ao lado foi feita pelo artista Shepard Fairey para a campanha de Barack Obama e logo se tornou um ícone. O poster vendido pelo site de Fairey (40 doletas) esgotou sua tiragem rapidamente e outros, similares, com as mensagens Vote, Change, Be the Change e Progress seguiram o mesmo caminho.
A Paste Magazine criou o site Obamicom.me e ganha uma grana em cima do trabalho de Fairey e de sua atual popularidade oferecendo a quem puder pagar a oportunidade de ser também um ícone e ter seu próprio poster. Além dos pôsteres de gente que só quer sua foto com o nome embaixo, vários chamam a atenção pelo bom humor, como estes aí:

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Desenhando Quadrinhos - Scott McCloud

Na introdução de Desenhando Quadrinhos, Scott McCloud explica por que seu livro é diferente dos outros que ensinam a fazer quadrinhos: Enquanto a maior parte dos manuais se restringe a explicar técnicas de desenho e escrita, ele vai mais fundo na linguagem própria da arte sequencial, aquilo que a diferencia das outras artes, ou segundo o próprio autor:
Escolher os momentos certos para converter em quadrinhos, enquadrar ações e guiar os olhos do leitor, escolher palavras e imagens que se comuniquem entre si, criar personagens variados e atraentes, com vida interior e visual inesquecível, dominar a linguagem corporal e as expressões faciais, criar mundos ricos para seus leitores explorarem, escolher as ferramentas certas para trabalhar e navegar pelo vasto mundo dos estilos e gêneros.
Por aí se vê que a edição brasileira pecou em traduzir Making Comics como Desenhando Quadrinhos, já que o livro é bem mais abrangente. Qual o problema em traduzir para Fazendo Quadrinhos?
Mas e aí, o livro é bom?
É, sim. McCloud, como em seus outros livros, disseca cada tópico minuciosamente, mas de forma leve e divertida. Fazer o livro todo em forma de quadrinhos é uma grande sacada que permite ao autor explicar HQ usando a própria linguagem dos quadrinhos.
O capítulo dedicado às expressões faciais é particularmente interessante. McCloud utiliza um conceito criado por Gary Faigin, autor de The Artist's Complete Guide To Facial Expression, que estabelece seis expressões básicas como um ponto de partida para todas as outras, e o expande para uma tabela que irá agradar quem gosta de diagramas que organizam tudo em seu devido lugar (o próprio autor tira uma onda com sua fixação por esse tipo de coisa na pág. 131).
Ao analisar com profundidade a linguagem da arte sequencial, não sei se Desenhando Quadrinhos é um livro indicado para quem quer começar a fazer suas próprias histórias. Parece-me que aquele que já faz HQ vai aproveitar mais o livro para organizar as informações que já conhece intuitivamente e usá-las de forma mais consciente.

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27/01/2009

Ilustração

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Ilustrador - Alex Dukal

O argentino Dukal demonstra ter uma imaginação fértil para criar mundos ilustrados interessantes e excelente técnica, além de ser um cara generoso: em seu website ele mantém uma seção resources (um tanto escondida, diga-se), na qual ilustradores e quadrinistas podem baixar gratuitamente, dentre outras coisas, brushes do Photoshop, texturas e duas fontes bacanas, uma delas baseada na caligrafia de Robert Crumb.
Tem bastante material na net do Dukal, além de seu portfolio online, o cara mantém um blog e coloca imagens no Flickr. Também encontrei uma entrevista dele para a revista online Imaginaria, na qual fala de seu processo criativo e sua carreira.

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Resenha - Ilustrar nº 8

Esta edição da Ilustrar é especial, dedicada aos mestres da ilustração, e o editor Ricardo Antunes acertou em cheio na escolha de ilustradores talentosos, consagrados e influentes. Os mestres Benício, Carlos Chagas, Daniel Adel, Gilberto Marchi, Nilton Ramalho e Rui de Oliveira respondem, cada um, as mesmas perguntas feitas pelo editor (com destaque ao emocionante texto de Rui de Oliveira), além de encher os olhos dos leitores com ilustrações maravilhosas.
Mesmo não tendo comprado muitos livros de bolso, passei muito tempo admirando as capas feitas pelo Benício em bancas e livrarias, além de ter crescido vendo seus cartazes de cinema. Que composição, que técnica e, não posso deixar de citar, que mulheres lindas ele faz. O cara é sensacional.
Outro que foi meu "amigo de infância" foi o Carlos Chagas. Montei muitos kits da Revell cujas caixas foram ilustradas por ele, as quais tentava inutilmente copiar (ainda hoje não conseguiria, diga-se), além de vê-lo mensalmente na revista Mad.
Para mim e muitos outros ilustradores, deixar os olhos correrem pelas páginas desta Ilustrar especial é como voltar à infância e reencontrar os ilustradores que nos acompanharam por anos e nos levaram a ser quem somos. Imperdível.

Revista Ilustrar nº 8 - download

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Uve o quê?

Em meio ao tratamento da minha conjuntivite-monstro, a sensação de ver tudo embaçado e a perspectiva de que isso durasse um bom tempo pra passar foi bem assustadora. Mas medo mesmo eu senti quando voltei ao oftalmologista por sentir dores mos olhos e um aumento na fotofobia. Depois de um rápido exame, a notícia: a conjuntivite passou. Ótimo, eu disse, mas por que meus olhos ainda estavam vermelhos, doloridos e a fotofobia havia voltado? Segundo ele, o tratamento e a gravidade da infecção resultaram numa inflamação no fundo do olho conhecida como uveite.
"Ah, e é sério?"
"É, sim. Tem que tratar com cuidado."
"E eu posso perder a visão?"
"Pode."

Medo.





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01/01/2009

Feliz 2009!

Eu já pretendia começar este ano com uma mudança neste blog, cujas atualizações passariam a ser menos frequentes, mas aconteceu uma coisa que vai me obrigar a tirar uma folga que vai além do blog.
Este final de ano me presenteou com uma conjuntivite viral de proporções avassaladoras. Passei os últimos 13 dias sentindo meus olhos fritarem ao olhar pro monitor do computador, o que me afastou do trabalho esse tempo todo. Ô, isso não é doença de verão, daquelas que criança pega e passa em três dias? É e não é. No meu caso, pegou forte e, não fosse a intervenção sensacional de uma oftalmologista, eu poderia ter sequelas mais sérias. Vou poupar a todos dos detalhes nojentos, mas basta dizer que as córneas dos meus olhos estão levemente opacas, deixando a visão embaçada. A médica disse que isso deve durar ainda umas cinco semanas pra passar.
Bom, é isso. Vou me cuidar. Enquanto isso, dê uma passada por aqui de vez em quando.
Abração e feliz 2009 a todos.
Garcia

30/12/2008

Ilustrador - Brad Holland

Todo ilustrador conhece Brad Holland, então dificilmente eu o estaria apresentando a alguém que leia este blog. Mas, como este é um espaço pra eu mostrar o trabalho de ilustradores de que gosto, não poderia deixar de falar dele. O que mais me atrai em suas imagens é o senso de espaço que ele usa em suas composições e o próprio conceito - com um pé no surrealismo - por trás de cada ilustração.
Pra não ficar chovendo no molhado e deixar o post mais interessante, indico este artigo escrito pelo mestre, Express Yourself, It's Later Than You Think, que mostra que ele é tão ferino com as palavras quanto o é com imagens. Na entrevista que ele concedeu ao Tor.com, Holland fala pouco mas fala bonito sobre seu processo criativo e as decisões que tomou durante sua carreira que podem ser úteis a ilustradores de todo tipo. Os dois links têm exemplos de seu trabalho, mas o deleite para os olhos mesmo está em seu website.

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Resenha - Power Trio - Mateus Santolouco, Eduardo Medeiros e Rafael Albuquerque

Power Trio tem três histórias, cada qual contada por um autor, interligadas em torno do show do trio de Van Hudson, um rockstar que ganha fama após comprar uma guitarra ligada ao capeta. Gostei dos estilos de desenho dos três e da forma como ligaram as histórias entre si - cheguei mesmo a pensar que eram uma coisa só e que tudo se fecharia no final, o que não ocorre. Ao terminar a leitura, fiquei com a sensação de que a história pediria um desfecho, uma "parte 2", mas (e apesar do clichê "roqueiro que vende a alma ao diabo pra conseguir fama e fortuna") o roteiro é bacana mesmo assim.
A revista pode ser encontrada em Comic Shops, que, sabemos, não são muitas. Você pode também entrar em contato com os autores através do blog deles, Mondo Urbano, para comprar um exemplar.

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23/12/2008

Ilustração - Outro leão


Este ano tive um número acima do normal de trabalhos com leões (tem mais um que eu ainda não posso mostrar aqui). Fiz esta ilustração para um trabalho que acabou não indo pra frente.

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Ilustradora - Liz Lomax

Não basta fazer ótimas caricaturas, tem que fazer em 3D!
O website de Liz Lomax traz uma seção só pra falar de seu processo de trabalho, que é bem interessante: Primeiro, ela faz um desenho do que virá a ser a caricatura e manda pro cliente. Depois de aprovado, ela faz uma escultura usando arame, papel alumínio e um polímero chamado Super Sculpey. Em seguida, ela manda o material pro forno, pinta, fotografa digitalmente e finalmente faz o tratamento final da imagem no Photoshop.
Além da trabalheira que tem ao fazer suas ilustrações, Liz Lomax impressiona pelo bom gosto e pelo humor que só os bons caricaturistas têm.
Não contente em ilustrar para o mercado editorial e publicitário, ganhar prêmios pelo mundo e vender impressões de suas imagens, Lomax encontrou um nicho de mercado inusitado: ela esculpe aqueles casais que ficam em cima do bolo de casamento com as feições dos noivos.

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Resenha - Computer Arts Projects nº 2 - Ilustração

A boa revista Computer Arts, que sempre valoriza os ilustradores em suas páginas, tem agora uma edição especial com o subtítulo Projects, voltada a assuntos específicos. A primeira edição se dedicava ao design de embalagens. Agora eles lançam uma edição com boas matérias dedicadas à ilustração, a área que amamos e que é constantemente relegada ao plano de irmã pobre do design.
A CA escolheu muito bem os trabalhos pra colocar nas seções Portfolio e Ilustradores que Prometem, mas a matéria de que mais gostei foi a que trata da nova valorização da ilustração, um fenômeno que, ao que me parece, está mais forte lá fora do que no Brasil.
A CA Projects nº 2 pode ser comprada através do site da editora Europa por um preço bacana: R$14,90 (eu paguei R$29,90 na banca!).

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16/12/2008

Ilustração - Front nº 20


Para a edição nº 20 da antologia de quadrinhos Front, além da HQ Keep on Truckin' (sobre a qual já comentei brevemente aqui), também fiz a capa do álbum. Fiquei muito contente, pois, como já comentei, o material que é publicado na Front é escolhido através de votação em um grupo de discussão online e, para esta edição, as propostas de capa enviadas estavam muito boas.
As capas da Front têm um conceito bacana: a ilustração ocupa a capa, a contracapa e as duas orelhas do álbum. Assim, procurei ocupar o espaço de forma a fazer o leitor seguir as linhas pretas tendo que abri-la para entender todo o seu conteúdo.
Eu postei um detalhe da versão inicial em 04/11. Depois (e apesar) de ter sido aprovada pelo grupo em votação, o pessoal do conselho editorial me perguntou se eu não poderia incrementá-la. Claro que poderia, a gente sempre pode, né? Este tipo de situação normalmente me deixa bronqueado, mas não neste caso, pois a versão que eu mandei ainda estava aquém do que eu havia imaginado. Além disso, eu realmente queria fazer a melhor capa possível, pois o tema desta edição (música) tem muito a ver comigo. Assim, passei muitas e muitas horas acertando a composição desta ilustração, mudando cada componente milhares de vezes até chegar neste resultado. Uma ilustração complexa que me deixou muito contente.

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Ilustrador - Marcelo D'Salete

Apesar de ser mais conhecido como quadrinista, tendo publicado no Brasil e no exterior, Dsalete é também um excelente ilustrador. Seu portfolio online mostra vários exemplos da combinação entre seu traço solto e expressivo e o uso de cores fortes. Gosto bastante dos enquadramentos que ele usa em suas imagens, valorizadas ainda mais pelas texturas criadas pelo pincel e a sobreposição de cores.

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Resenha - Noite Luz - Marcelo D'Salete

A primeira história deste álbum saiu na Front nº 12, em 2002. As demais foram feitas aproveitando o mesmo cenário, mas as 6 histórias são independentes entre si. Na orelha deste álbum, Bruno Azevedo descreve com precisão o que é Noite Luz:
"A literatura de Marcelo D'Salete está em sintonia com uma certa cena brasileira ocupada em discutir violência, urbanidade e fantasmagoria das pessoas nas grandes cidades. Esta vertente é mais explícita no cinema com O Invasor ou mesmo Cidade de Deus; na música com Lado B Lado A do Rappa ou a parte do rap menos maniqueísta, mas também se vê na literatura com caras como Ferrez ou Rubem Fonseca; nas ciências sociais com as visões da malandragem de Roberto da Matta ou até nos gibis com a Chapa Quente de André Kitagawa".
O traço de D'Salete reflete bem este clima urbano e opressivo: sujo, ainda assim conserva uma certa fragilidade, como as vidas de seus personagens. Eu gosto dos desenhos e também da narrativa lenta e, embora a temática não esteja entre as minhas preferências, D'Salete é um contador de histórias eficiente e cativante. Noite Luz saiu pela Via Lettera, tem 112 páginas, formato de 14 x 21 cm e custa R$20,00.

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09/12/2008

Ilustração - Os vendilhões do templo


Jesus expulsando os vendilhões do templo. Fiquei particularmente orgulhoso da composição desta imagem.

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